100 years of style, London
Rascunhos
01/06/2010 - 19h36
Enquanto dançava na embriaguez do tédio das horas, me surpreendi com o acaso das palavras “Amor se paga com amor”. Tá, eu bem sabia…e no mais, presumo que todos saibam. Pode até parecer piegas, mas isso coloriu minha mente como uma pincelada no quadro em branco. Assim, de uma vez! Rompendo a paz e o silêncio do vazio. Sinto o arrepio que sobe quando brincamos de esconde-esconde, feito susto seguido de beijo, feito descoberta de segredo antigo.
Escrevo mas não vejo bem o motivo. Talvez nem precise de um, ou não exista. Só quero dizer o que sei.
Eu sei quanto há de cor no azul e que além do espaço existe um corpo distante. Sei que falo o que me vem primeiro e no segundo, o que tenho de pós-repente. Sei do ar que existe no rarefeito e do cuidado que existe no comprimido. Sei que te sei, e se você me sabe, é porque em você ainda cabe uma dose de afeto, ou apenas uma dose de mim. Sei que o que tenho agora é o espaço que ocupo, com sonhos poupados dormindo no bolso. Já te escrevi, já te compus, já te cantei…Sei que te sei. E agora é o que basta, já que é esse o gosto remoto de saber decor, o que é amar em cores.
@priminets
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Da janela do quarto ela observava o céu se preparando para chover, estava parada ali há horas. Dava pra ver o quintal também…havia grama crescida, roupas no varal, um banco enferrujado e uma árvore seca ao lado.
A chuva veio desabando como um tapete pesado. Pensou nas roupas molhando lá fora e seguiu para o banheiro. Seu tédio balançava um dente solto frente ao espelho. Sempre que encontrava seus olhos na própria imagem ela dizia em voz alta: “Por favor, não me deprima mais”
Latidos magros e cansados vinham da rua e ecoavam pelo ambiente. [shhhhhhiu] Pediu silêncio, o barulho incomodava outros pagantes.
Ela nunca usou a primeira linha de uma folha e comprou muitos discos pela capa. Já teve cor nos cabelos, mas hoje tem apenas memórias de uma vida mofada.
Ainda gosta de dançar, se não fosse tão amarga e neurastênica teria um quintal com banco de glacê, grama bem cuidada e árvores floridas.
…as roupas continuam no varal e ainda chove lá fora.
@priminets
(via iago-rotten)
(via iago-rotten)
(Source: svelin)
Tilda Swinton as David Bowie by Craig McDean.
(Source: sirprezzatura, via excessif-deactivated20111229)
<3
Dare you?
Ainda está escuro, mas o dia começou há 4 horas. Sinto frio e aquela velha sensação de sempre. Talvez café e um cigarro caíssem bem agora. Se eu fumo? Claro que não. É só pra casar com essa cólera que me transformou em avesso. Assim permaneço parada, com olhos virados para uma direção e os pés virados para outra. Sou um quase folclore, diria. Sinto saudades de quem eu costumava ser. Penso naqueles que terminaram o que eu não comecei. Penso em quem me ensinou quase tudo que sei…olhos que já me admiraram um dia. Mas e agora, o que eles diriam? Não ouso saber, não enquanto em mim permanecer esta ordem de desobedecer.
@priminets
HAHA <3
Todos os dias uma lembrança sua vem me visitar, hora aquecendo a ansiedade e a euforia de poder te ver, hora desenterrando o que eu não gostaria de recordar. Mas sempre tem a saudade pra me ganhar na distração, escondida dentro de um sorriso que eu gostaria de compartilhar. É engraçado saber onde mora meu futuro.. Apesar de todos os medos, caminhos e escolhas, só o que eu ouço é a sua voz me chamar, de todas as direções, e ela sempre diz: “Não vá por mal, vá por mim.” E meu coração sempre responde: Sim.
♥
@priminets
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(Source: style-division, via newenglandprepster)
(Source: topit.me, via youmakeme-laugh)
(Source: bmatos)